A crise do cacau: Alta dos preços e impactos no foodservice brasileiro - Monte Carlo Alimentos
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A crise do cacau: entenda a alta dos preços e os impactos no foodservice brasileiro

Degrau Publicidade,

21 maio 2025

A crise do cacau nos maiores produtores mundiais elevou o preço do chocolate em vários mercados, inclusive aqui no Brasil. O chocolate no foodservice nunca esteve tão caro e os impactos no setor alimentício se fizeram sentir nas padarias e confeitarias, que procuraram alternativas ao chocolate para fabricar seus produtos.

Por que o preço do cacau disparou em 2024?

 

Muitos notaram que na Páscoa deste ano, os ovos de chocolate estavam absurdamente caros. A razão dessa escalada está bem longe das terras brasileiras, mais precisamente na produção de cacau na África Ocidental

 

Problemas climáticos nas principais regiões produtoras


A quebra de safra do cacau na Costa do Marfim e em Gana, grandes produtores mundiais que respondem por cerca de 65% da produção, afetou severamente o mercado de chocolate global. A plantação de cacau desses países foi afetada pelas condições climáticas desfavoráveis: chuvas irregulares, grandes períodos de seca, calor excessivo e fenômenos como o El Niño. Somou a nesse cenário desfavorável, a infestação de pragas e doenças nos cacaueiros que reduziu drasticamente a produção e levou à alta de preço do cacau.   

 

Aumento da demanda global x oferta limitada

 

Foi o cenário perfeito para a elevação dos preços dos derivados do cacau em todo o mundo. A alta demanda dos mercados tradicionais e mercados emergentes encontrou produção escassa e estoques reduzidos, acentuando o desequilíbrio entre oferta e demanda de cacau em todo o mundo. 

 

Instabilidade econômica e fatores logísticos

 

Além disso, a instabilidade econômica global, dificuldades logísticas, aumento nos custos de transporte e exportação, e a volatilidade cambial, deixaram a commodity (cacau) muito mais cara para países importadores, como o Brasil. 

 

Como a crise do cacau afeta o foodservice no Brasil?


Mesmo que tenhamos uma produção de cacau significativa, dependemos de importações para suprir o mercado interno, por isso a quebra de safra dos países africanos afetou tanto o foodservice brasileiro. Os ovos de Páscoa ficaram cerca de 14% mais caros em relação a 2024, segundo a ABRAS (Associação Brasileira de Supermercados). Chocolates em barra e bombons tiveram aumento de 16,5% em 12 meses, percentual apurado pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor).

 

Impacto em padarias, confeitarias e cafeterias


Essa disparada de preços provocou fortes impactos no setor de foodservice no Brasil, especialmente em padarias, confeitarias e cafeterias. Bolos, tortas, pães recheados e bebidas especiais ficaram mais caros de produzir. Isso reduziu as margens de lucro e impôs um grande desafio de precificação, já que repassar os aumentos ao consumidor final pode significar perda de vendas.

 

Mudança no comportamento de compra dos estabelecimentos


Houve a necessidade de mudança de compra de matéria-prima no foodservice. Muitos estabelecimentos adotaram estratégias para redução de custos, como: encolheram seu portfólio de produtos à base de chocolate, substituíram fornecedores em busca de melhores preços e diminuíram os estoques para mitigar riscos financeiros.

 

Efeitos em sobremesas, bebidas e produtos sazonais


Além disso, a crise comprometeu sobremesas, bebidas especiais e produtos sazonais à base de chocolate, afetando diretamente o desempenho em datas estratégicas que têm grande demanda por esses produtos, como a Páscoa e o Dia das Mães. Muitos negócios tiveram dificuldade em manter a oferta tradicional ou foram obrigados a reajustar preços significativamente, espantando os consumidores.

 

Estratégias para reduzir o impacto da crise nos negócios


Com a escalada dos preços do cacau em 2024, o setor de foodservice precisou adotar estratégias inteligentes para manter a competitividade e a qualidade dos produtos. 

 

Diversificação de receitas e insumos


A diversificação de receitas e insumos é uma saída para driblar o alto custo dos chocolates. Ao invés de depender exclusivamente do chocolate puro, muitas confeitarias, cafeterias e padarias estão apostando em alternativas criativas, como o uso de frutas frescas, ganaches à base de outros ingredientes, pastas saborizadas (avelã, amendoim, pistache) e coberturas mais leves que mantêm o apelo sensorial sem o custo elevado.

 

Otimização de estoque e compras antecipadas


Antecipar negociações com fornecedores, garantir contratos de fornecimento em condições mais favoráveis e manter um controle rigoroso do estoque ajudam a evitar prejuízos causados pela volatilidade do mercado. A gestão eficiente desses insumos pode significar a diferença entre manter ou perder a margem de lucro.

 

Valorização da produção nacional e fornecedores parceiros


Marcas brasileiras como a Monte Carlo Alimentos, vêm se destacando ao oferecer suporte técnico e soluções adaptadas ao cenário atual. Incentivar cadeias locais e fortalecer relações com quem entende o dia a dia do foodservice nacional pode ser uma vantagem estratégica importante em tempos de crise.

 

O que esperar do futuro? Perspectivas para os próximos meses


A previsão para o mercado do cacau é de cautela, apesar dos maiores produtores mundiais da África Ocidental estarem com sua produção estabilizada para a safra 2024/25. Mas outros países produtores, como Peru, Camarões e Equador, ainda têm problemas climáticos afetando a produção (Fonte: Notícias Agrícolas).

 

Estabilização do mercado ou novas altas?


O mercado global de produção de cacau começa a dar sinais de alívio. A safra mundial de 2024/25 projeta o primeiro superávit do produto em quatro anos, estimando em 166 mil toneladas (Fonte: Mercado do Cacau).

 

Nos países que são os maiores produtores (Costa do Marfim e Gana), o clima e a safra de cacau estão em condições mais favoráveis e com melhores práticas agrícolas, favorecendo que os preços do produto tendem a cair até o final deste ano (Fonte: Forbes Brasil).

 

Tendência de consumo consciente e sustentável


Diante da crise do chocolate, o foodservice tem adotado práticas mais conscientes e promovido a sustentabilidade na cadeia do cacau, como acrescentar ingredientes diferentes ao chocolate a fim de diminuir a quantidade durante a produção, mas sem deixar de agradar o paladar do consumidor. 

 

Tenha resiliência, inovação e parcerias no foodservice


O setor de foodservice está sujeito a sazonalidade de produtos, como o que está acontecendo com o chocolate atualmente e por isso, precisa ser bastante resiliente e buscar alternativas para oferecer aos consumidores.

 

Acompanhar o mercado global é uma forma de se preparar aos altos e baixos do setor, já que o ramo alimentício é bastante volátil e qualquer problema que algum grande produtor esteja passando, pode afetar o mercado interno, como o ocorrido com o fornecimento de chocolates.

 

A Monte Carlo, empresa há mais de três décadas no mercado alimentício, conhece bem as sazonalidades que o foodservice enfrenta, por isso, coloca-se como parceira dos estabelecimentos do setor, trazendo soluções para enfrentar os períodos mais adversos nos negócios. Foi assim durante a pandemia, está sendo assim com a crise do chocolate, e será assim em outras ocasiões em que o setor de foodservice precisar de empresas parcerias. 

 

Quer enfrentar a crise do cacau com mais segurança? Conheça as soluções da Monte Carlo para manter a qualidade do seu cardápio mesmo diante da alta dos insumos.

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